
27.03.2026
Atravessamos uma vaga iconoclasta. O afastamento dos partidos tradicionais segue em sintonia com desafios às normas e instituições. Como nos ensina a história, a tendência pode não ser perene, mas ignorá-la seria imprudente. A insatisfação é real e potente, em particular nos jovens.
A geração mais qualificada não vê futuro. Para uns não há emprego na sua área e têm de emigrar, para outros o salário não acompanha o custo de vida - em particular da habitação - e parece certo que vão viver pior do que os pais.
Neste caldo cultural, o populismo de extrema-direita ganha tração. Sem soluções, mas com volume, a retórica indignada funciona como válvula de escape para a frustração. Rebater esta tendência exige dos restantes partidos uma visão ambiciosa de futuro. Portugal pode ser mais e melhor. Tanto devemos acreditar nessa premissa, como definir o caminho para a cumprir.
Renovar o nosso modelo de crescimento, transitando para um paradigma de inovação, será a chave para ultrapassar a armadilha das tecnologias médias - como propõem Aghion e Howitt, últimos vencedores do Nobel da Economia.
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