
20.05.2026
No passado dia 27 de abril, o Parlamento Europeu deu um passo decisivo ao aprovar o seu mandato para o Quadro Financeiro Plurianual (QFP), com uma maioria clara: 370 votos a favor, 201 contra e 84 abstenções. Como uma das corresponsáveis por este processo, vejo este resultado como um sinal inequívoco de unidade e de determinação. O Parlamento está pronto para negociar.
Este voto confere-nos um mandato forte para dialogar com os 27 Estados-Membros no Conselho. Não se trata de um detalhe técnico: estamos a falar das bases financeiras da União Europeia para os próximos anos: o nível global do orçamento, as prioridades de investimento, as regras de governação e a criação de novos recursos próprios.
A posição que defendemos é ambiciosa. Propomos um orçamento cerca de 10% superior ao inicialmente apresentado pela Comissão Europeia - não por excesso, mas por necessidade. Se quisermos enfrentar seriamente os desafios que temos pela frente, da competitividade à segurança, precisamos de meios à altura. O nível global do QFP permanece em 1,27% do Rendimento Nacional Bruto da União, mas defendemos que o reembolso da dívida do NextGenerationEU seja contabilizado fora dos limites do orçamento - uma escolha de transparência e de proteção das políticas europeias.
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