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IMPRENSA

Liberdade como sinónimo de coragem

Liberdade como sinónimo de coragem

24.04.2026

Há 52 anos, na madrugada de 25 de abril de 1974, os cravos vermelhos encheram as ruas de Lisboa e o silêncio de décadas cedeu lugar a uma palavra que, apesar de asfixiada, nenhuma censura conseguira apagar: liberdade. A Revolução dos Cravos não foi apenas um golpe militar. Foi uma rutura civilizacional, um ato de recusa coletiva contra o medo, a ignorância imposta e a submissão. Liderado pela coragem de alguns, Portugal acordou diferente naquele dia e nunca mais voltou a ser o mesmo.

Cinquenta anos depois dessa aurora, a Constituição da República Portuguesa continua a ser o espelho mais fiel do que esse povo quis para si: um Estado de Direito democrático, fundado na dignidade da pessoa humana, na soberania popular e na igualdade.

Aprovada em 1976, a Constituição não é apenas um documento jurídico. É um pacto de comunidade e civilização, imperfeito como todos os pactos humanos, mas resistente e vivo, credor de muitas conquistas e salvaguarda de muitas tentativas de abuso. Cinquenta anos de democracia constitucional são, em Portugal, conquistas que muitos países ainda hoje não conseguiram almejar.


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