
27.03.2026
Não se mede em graus, mas em direitos. Nos últimos anos, temos assistido a um arrefecimento lento e persistente nos hábitos cívicos que tem corroído as instituições. Não é algo que aconteça do dia para a noite. É um processo de normalização do que antes seria considerado inaceitável. O recuo das democracias liberais e a expansão, em diferentes geografias, de modelos políticos que subordinam a liberdade à autoridade, são o sinal mais evidente de que estamos na iminência de um inverno democrático.
Assentes num contrato social baseado em eleições livres, separação de poderes, Estado de Direito, proteção das liberdades individuais, jornalismo livre, respeito pelas minorias, pelo pluralismo cultural, religioso e político, as democracias liberais estão hoje sob pressão.
Três em cada quatro pessoas vivem hoje em regimes autocráticos. Ou seja, 75% da população mundial não vive em democracia. São níveis assustadores que não se registavam há quase 50 anos. Mesmo alguns países com democracias consolidadas, como os EUA, enfrentam hoje erosões significativas em indicadores como a liberdade de expressão e a separação de poderes.
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